A maioria das pessoas passa por ela sem parar, a caminho das ilhas ou de Angra dos Reis. Mas desde junho de 2026, a cidade tem um motivo a mais para colocar no roteiro: o Parque Natural Municipal da Pedra do Urubu em Mangaratiba.
O parque existe desde 2016, criado por lei municipal para conservar os ecossistemas locais, mas foi só agora que ganhou uma estrutura real de visitação, com trilha demarcada, centro de visitantes, sinalização e atrativos ao longo do percurso.
Fomos conhecer logo nos primeiros dias e foi uma grata surpresa, ainda mais em um período onde as praias não estavam tão bonitas e um banho de mar seria mais difícil devido ao frio (inverno chegando)
A vista de lá de cima é uma das mais bonitas que já vimos no litoral do Rio de Janeiro. E o melhor: a entrada é totalmente gratuita.
Como chegar: o erro que você não precisa cometer
Se tem uma coisa desse conteúdo que é importante é essa informação, então leia com atenção: não coloque "Parque Municipal Pedra do Urubu" no Google Maps. O app vai te mandar para a entrada de um condomínio, e você vai perder um bom tempo tentando entender onde fica a entrada (foi exatamente o que aconteceu com a gente).
O endereço correto para encontrar a entrada é um destes dois, coloque no maps:
- Trilha da Pedra do Urubu ou
- Centro de Visitantes Colina Luiz Brojo
O acesso fica em uma rua residencial, com uma escadaria que sobe até a entrada do parque. Não há estacionamento no local, mas na quadra ao lado dá para deixar o carro sem problema.
Entrada e Centro de Visitantes
A entrada é gratuita, você só precisa assinar o livro de visitantes. O atendente na entrada foi super atencioso e explicou tudo: os atrativos, o percurso, o que esperar da subida.
No Centro de Visitantes há banheiros e água disponível. Aproveite para encher a garrafinha aqui, depois não tem mais nenhum ponto de água pelo caminho, e a subida é puxada.

A trilha: 1 km que tiram o fôlego literalmente
A trilha tem cerca de 1 km, classificação moderada e é bem demarcada, com placas indicativas ao longo de todo o trajeto. Em alguns pontos mais difíceis já há corrimão e degraus, o que ajuda bastante.
Fizemos o percurso completo em 1h26 — saímos às 09h54 e chegamos de volta às 11h20 — parando em todos os pontos e sem pressa. A subida é íngreme, não tem como negar. Em alguns trechos você vai mesmo precisar parar para recuperar o fôlego. Mas cada pausa vem acompanhada de uma vista que recompensa.
A estrutura ainda tem espaço para melhorar: alguns pontos mais íngremes ainda precisam de corda ou corrimão para ajudar na subida e descida, que podem ficar escorregadios. Mas para um parque recém inaugurado, o que já existe é bastante funcional.
Atenção na subida: A trilha é aberta e exposta ao sol em vários trechos. Mesmo com tempo nublado — como no nosso caso — vale a pena ir preparado com protetor solar, boné e água suficiente.
Para não passar aperto na subida: protetor solar, boné, repelente, tênis com boa aderência e uma garrafa de água confortável fazem toda diferença numa trilha exposta como essa. Veja os itens que recomendamos para trilha.
O que tem para fazer ao longo do percurso

Trilha Sensorial
Logo no início da trilha, um espaço curto com elementos que estimulam os sentidos: itens que fazem barulho, pedras no chão, plantas para tocar. A entrada é marcada por um lindo portal feito de tampinhas coloridas recicladas, já vale a foto.
Borboletário
O espaço foi criado para atrair borboletas com flores e plantas específicas. Na nossa visita não encontramos borboletas mas o conceito é bonito e dali já começamos a ver a paisagem que vem pela frente.
Carregador Humano
Uma brincadeira legal, onde ficamos encostados em pé em uma tábua e a ideia é fazer uma parada para contemplar a vista e, literalmente, recarregar as energias. É um dos pontos com melhor visão da baía durante a subida, ótimo para uma foto, para respirar e se preparar para o que vem pela frente. Dica: Aproveite!
Casinha
Uma pequena construção no caminho que serve como ponto de descanso e abrigo. Não há nada dentro dela, mas é uma boa desculpa para parar, recuperar novamente o fôlego e tirar uma foto com a praia e as montanhas ao fundo.
Redário
Atrás da Pedra Rachada, quatro redes suspensas entre postes de madeira, ficam na sombra durante boa parte da manhã. O lugar perfeito para deitar, relaxar e contemplar as pedras gigantes ao redor. Sério, não pule essa parte.

Pedra Rachada: Mirante
Um dos pontos mais bonitos do percurso. Por todo o caminho de subida você já tem vista para os dois lados da baía, mas aqui a perspectiva abre de vez. Vale muito a parada.
Gruta dos Morcegos
A trilha até ela é bem demarcada, mas não descemos para explorar — fica a surpresa para quem quiser se aventurar um pouco mais. Fica em caminho secundário a esquerda do caminho principal.
Tirolesa
Disponível apenas aos sábados, domingos e feriados. É um atrativo pago, à parte da entrada gratuita do parque. Se você for em dia de semana como nós, vai ficar para a próxima.
Pedra do Urubu: o topo
O ponto alto da visita, em todos os sentidos. Suba na pedra, dê uma volta completa e contemple o campo de visão de 360 graus da região. De um lado a cidade e o porto de Mangaratiba; do outro a baía aberta, ilhas e montanhas até o horizonte.
Dizem que em dias muito limpos dá para enxergar até a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro. Não tínhamos o dia mais claro, mas a vista ainda assim foi espetacular.
Pedra do Urubu em resumo
Endereço para o Maps: Trilha da Pedra do Urubu / Centro de Visitantes Colina Luiz Brojo
Distância da trilha: 1 km (moderada)
Tempo médio: 1h20 a 1h40
Estacionamento: gratuito, na quadra ao lado
Tirolesa: paga, só sábados/domingos/feriados

Vale a pena visitar?
Sim, sem dúvida e digo isso mesmo tendo chegado com o tempo um pouco fechado. O parque entrega natureza, vista, movimento e uma estrutura honesta para um atrativo gratuito. É o tipo de lugar que vai ficar ainda melhor conforme a estrutura for completada.
Se você mora no Rio de Janeiro ou está passando por Mangaratiba, reserve a manhã para o parque. Leve água, calce um tênis confortável, vá com calma na subida, e não esqueça de chegar até o topo.
Onde ficar perto do parque
Se você não é da região e quer aproveitar o dia com calma — ou emendar com outros atrativos de Mangaratiba — vale considerar ficar uma noite na cidade. Algumas opções por perfil:
Perto da praia, custo-benefício bom
Pousadas como a Pousada do Leô e a Pousada da Praia ficam a poucos minutos a pé de praias como Ibicuí e Saco, com opções de quarto simples e bem avaliadas pelos hóspedes.
Conforto e estrutura completa
Para quem busca mais comodidade, pousadas como a Pousada Recanto dos Leporage e a Pousada Reserva do Sahy oferecem piscina, jardim e estacionamento privativo — boas para quem vai ficar mais de uma noite.
Resorts e estrutura all inclusive
Na região também há opções maiores como o Club Med Rio das Pedras e o Portobello Resort & Safari, ideais para quem quer transformar o bate e volta em uma escapada de fim de semana.
Onde almoçar depois
Saindo do parque, fomos ao Restaurante do Brojo lugar simples, frequentado pelos moradores locais. Comida caseira muito boa, R$ 69,90 o quilo. Reflete aquilo que valorizamos, ambiente simples, comida boa e acessível, então vale muito a pena.
Na estrada, de sobremesa, encontramos barraquinhas vendendo cocadas e bolo de macaxeira: R$ 10 por 3 cocadas e R$ 10 a fatia do bolo. Uma parada gostosa para fechar o almoço.
O que mais fazer em Mangaratiba

O parque é o destaque, mas Mangaratiba tem mais a oferecer para quem quiser passar o dia todo por lá:
- Praia Grande — águas tranquilas, acesso pela via férrea
- Cachoeira Véu de Noiva — gratuita, poço cristalino, 200m a pé de onde você estaciona
- Mirante do Cristo — ótima parada na volta, com lojinha de souvenirs e café
Se quiser montar um bate e volta completo para Mangaratiba, leia nosso guia com roteiro, dicas de horário e o que não fazer na região.







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