Mendoza em 3 dias: vinícola sem pressa, a melhor olivícola do mundo e as 5 praças
Nosso roteiro em Mendoza chegando de carro pela Ruta 40: as 5 praças do centro, Mercado Central, Parque San Martín e Cerro de la Gloria, um dia inteiro numa vinícola e a olivícola Laur, com preços de 2026.

Parte 9 de 9Patagônia Argentina de carro
- 1Patagônia Argentina de carro: roteiro de 20 dias saindo do Brasil (com custos)
- 2Viagem de carro para a Argentina: documentos, Carta Verde e itens obrigatórios (2026)
- 3Quanto custa viajar de carro pela Patagônia Argentina: o que gastamos e quanto custaria hoje
- 4Dinheiro na Argentina em 2026: cartão, conta global, Pix ou espécie?
- 5Buenos Aires em 2 dias de carro: roteiro, tango e onde (não) dirigir
- 6Bariloche em 4 dias: Circuito Chico, Cerro Campanario e Colonia Suiza (roteiro de carro)
- 7Villa La Angostura e o Parque Los Arrayanes: trilha, barco e os mirantes que não pagam entrada
- 8Rota dos 7 Lagos: o que ver de Villa La Angostura a San Martín de los Andes (de carro)
- 9Mendoza em 3 dias: vinícola sem pressa, a melhor olivícola do mundo e as 5 praças
Neste guia
Chegamos a Mendoza depois do dia mais puxado dos nossos 20 dias de carro pela Patagônia: 1.115 km pela Ruta 40, desde San Martín de los Andes, com trecho de terra e muitas horas sem posto de gasolina. Por isso o primeiro dia foi de descanso, e ainda sobraram dois para conhecer a cidade e os vinhos sem correria.
Mendoza nos surpreendeu: muito verde, parques enormes e uma cidade limpíssima.
Em resumo
- Quantos dias
- 3(um de descanso, um no centro, um nas vinícolas)
- Estacionar no centro
- ARS 400 a cada 30 min pelo app SEM
- Olivícola Laur
- Visita guiada desde ARS 12.000 (~R$ 40)
- Degustação em vinícola
- ARS 15 a 60 mil(2026)
- Atenção
- Colete e kit de primeiros socorros obrigatórios no carro
Dia 1: descanso (e comida por quilo)
Depois de 16 horas de estrada, trocamos de hospedagem, descansamos e colocamos as pendências em dia. Uma dica para economizar nesses dias: os restaurantes de comida por quilo para levar. Não têm mesa; você monta o prato no buffet, paga pelo peso e come em casa. Saem mais baratos e dá para provar pratos que não pediria. É só procurar no Google Maps.
Dia 2: o centro, o Mercado e o Cerro de la Gloria
Café da manhã e as 5 praças
Começamos no Erudito Café (Necochea 155), de frente para a Plaza San Martín: um café campeão do concurso de café de Mendoza, farto para dois, mas achamos caro para o que ofereceu.
Dali, dá para fazer a pé as 5 praças do centro, desenhadas depois do terremoto de 1861:
- Plaza Independencia: a principal, no coração da cidade, com o letreiro de Mendoza.
- Plaza Chile: homenagem ao país vizinho, que ajudou na reconstrução depois do terremoto.
- Plaza San Martín: dedicada ao general José de San Martín, herói da independência.
- Plaza España: com azulejos e monumento à herança espanhola.
- Plaza Italia: menos imponente, mas com a homenagem a Rômulo e Remo.
A Basílica de San Francisco, em frente à qual estacionamos, também vale a visita.



Mercado Central
Menos turístico que o de Buenos Aires, o Mercado Central (Av. Las Heras 279) é ótimo para as empanadas e para alfajores diferentes. Abre de segunda a sábado, das 8h30 às 13h30 e das 17h às 20h30, e domingo de manhã.
Parque San Martín e Cerro de la Gloria
O Parque San Martín é enorme, com lagos, rosedal, clube de remo e espaço para caminhar e pedalar. A pé é impossível ver tudo; de carro dá para ir parando, e estacionar nas ruas em volta é grátis. De lá se sobe ao Cerro de la Gloria, com o Monumento ao Exército dos Andes (que fez 110 anos em 2026) e a melhor vista de Mendoza e da Cordilheira.
Fechamos o dia no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, em El Challao. Quando fomos, estava fechado; hoje ele está ativo, recebe dezenas de milhares de peregrinos na festa de fevereiro e teve o circuito reformado. Na volta, um achado: cerejas a uns R$ 7 o quilo, na beira da estrada.



leia tambémBuenos Aires em 2 dias de carro: roteiro, tango e onde (não) dirigirDia 3: um dia inteiro de vinho e azeite
Vinícola Tempus Alba
Reservamos o dia inteiro para uma vinícola, e foi a melhor decisão: aproveitamos tudo sem olhar o relógio. Fomos à Tempus Alba (Carril Perito Moreno 572, Maipú), onde fizemos degustação e almoço harmonizado, e depois o tour autoguiado pela vinícola, curto e interessante.
Em 2023, o menu era de 5 passos, com 5 vinhos. Hoje o restaurante serve menus de 2 ou 3 passos; a vinícola abre de segunda a sábado, das 10h às 17h, com visita autoguiada gratuita e guiada com 3 vinhos. Para ter uma ideia de preço em 2026: degustações simples em Maipú e Luján de Cuyo custam de ARS 15 a 25 mil, e almoços harmonizados de ARS 45 a 120 mil por pessoa.



Olivícola Laur: o melhor azeite do mundo
Nem só de vinho vive Mendoza. Na Laur (Videla Aranda 2850, Maipú), eleita a melhor olivícola do mundo três anos seguidos, fizemos o tour guiado pela produção de azeite e vinagre balsâmico (até o processo manual) e a degustação, com pães, queijos e patê de azeitona. Foi um dos passeios de melhor custo-benefício da viagem.
Em 2026, a visita guiada custa ARS 12.000 (~R$ 40), a degustação "Sabores del Terroir" ARS 26.000 e o pacote com almoço de 3 passos ARS 58.000. Abre de segunda a sábado, das 10h às 18h, com reserva online. Traga um azeite e um balsâmico: são os melhores que já provamos.


Onde ficamos
Numa casa para duas pessoas, espaçosa, bem equipada e com estacionamento: R$ 590 por 4 diárias em 2023. Em Mendoza, garagem é essencial, porque em algumas ruas não se pode estacionar.
De Mendoza começamos a volta: 909 km até Santa Fe, 979 km até Carazinho e o último trecho até casa. O roteiro completo está em Patagônia Argentina de carro, e os documentos e itens obrigatórios (Mendoza exige colete e kit de primeiros socorros) em viagem de carro para a Argentina.
Perguntas frequentes
Quantos dias ficar em Mendoza?
Três dias dão para um dia no centro (praças, Mercado e Parque San Martín), um dia inteiro em vinícolas e um de folga. Se chegar de carro pela Ruta 40, use o primeiro para descansar.
Quanto custa uma degustação em vinícola em Mendoza em 2026?
Degustações simples em Maipú e Luján de Cuyo custam de ARS 15 a 25 mil; as premium, de ARS 30 a 60 mil; almoços harmonizados, de ARS 45 a 120 mil por pessoa.
Vale a pena visitar a olivícola Laur?
Vale muito: eleita a melhor olivícola do mundo três vezes seguidas, tem visita guiada desde ARS 12.000 e degustação de azeites e balsâmicos. Abre de segunda a sábado, com reserva online.
Como estacionar no centro de Mendoza?
O estacionamento é pago: ARS 400 a cada 30 minutos pelo app SEM ou ARS 500 no cartão de papel (2026). No Parque San Martín, as ruas ao redor são livres.
a série completa
Patagônia Argentina de carro
- 1Patagônia Argentina de carro: roteiro de 20 dias saindo do Brasil (com custos)
- 2Viagem de carro para a Argentina: documentos, Carta Verde e itens obrigatórios (2026)
- 3Quanto custa viajar de carro pela Patagônia Argentina: o que gastamos e quanto custaria hoje
- 4Dinheiro na Argentina em 2026: cartão, conta global, Pix ou espécie?
- 5Buenos Aires em 2 dias de carro: roteiro, tango e onde (não) dirigir
- 6Bariloche em 4 dias: Circuito Chico, Cerro Campanario e Colonia Suiza (roteiro de carro)
- 7Villa La Angostura e o Parque Los Arrayanes: trilha, barco e os mirantes que não pagam entrada
- 8Rota dos 7 Lagos: o que ver de Villa La Angostura a San Martín de los Andes (de carro)
- 9Mendoza em 3 dias: vinícola sem pressa, a melhor olivícola do mundo e as 5 praças
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