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Rota dos Viajantes

Viagem de carro para a Argentina: documentos, Carta Verde e itens obrigatórios (2026)

O que levar para entrar na Argentina de carro em 2026: documentos de quem viaja e do veículo, Carta Verde, os itens que a lei exige de verdade, farol, TelePASE e a fronteira em São Borja.

Atualizado em · 5 min de leitura
Carro vermelho numa estrada da Patagônia argentina, com montanhas ao fundo
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Entrar na Argentina de carro é mais simples do que parece: o país é do Mercosul, brasileiro não precisa de visto e a fronteira com o Rio Grande do Sul fica a menos de 900 km de Blumenau, de onde saímos para os 20 dias de carro pela Patagônia. O que dá trabalho é chegar na aduana com tudo em ordem: documento de quem viaja, documento do carro, seguro e os itens de segurança.

Fizemos essa viagem em novembro de 2023 e atualizamos tudo para as regras de 2026. Algumas coisas mudaram bastante (para melhor, no caso do pedágio da ponte).

antes de ir

O que levar, em resumo

Quem viaja
Passaporte ou RG físico recente
O carro
CRLV impresso + Carta Verde impressa
Obrigatórios por lei
Extintor ABC e 2 triângulos
Em Mendoza, também
Colete refletivo e kit de primeiros socorros
Ponte São Borja–Santo Tomé
~R$ 4,90por carro (2026)

Documentos de quem viaja

Brasileiro entra na Argentina sem visto, com passaporte válido ou RG físico (a nova Carteira de Identidade Nacional também vale). CNH, RG digital e certidão de nascimento não valem.

Sobre o RG, há uma pegadinha: o consulado do Brasil em Paso de los Libres pede RG em bom estado, com foto atual e emitido há menos de 10 anos. Já o consulado em Buenos Aires lembra que essa regra não está no Acordo do Mercosul e que a decisão fica com o agente de migração. Para não arriscar, leve o passaporte ou um RG recente.

Se tiver passaporte, use-o: é reconhecido em qualquer lugar, e na Argentina pedem documento até para pagar com cartão no mercado.

Seguro viagem

Desde 2025, a Argentina passou a exigir seguro saúde de estrangeiros (DNU 366/2025). Até onde conseguimos apurar, isso não está sendo cobrado de brasileiros na fronteira terrestre, mas vale contratar de qualquer jeito: atendimento médico particular lá é caro. Nós viajamos com seguro e recomendamos. Veja como funciona e quando vale a pena o seguro viagem.

Documentos do carro

  • CNH física do motorista.
  • CRLV impresso. O documento digital é recusado na prática, mesmo com os anúncios de que seria aceito. Leve impresso e no celular.
  • Carta Verde impressa: o seguro de responsabilidade civil obrigatório para rodar no Mercosul, inclusive com placa Mercosul.
  • Autorização com firma reconhecida se o motorista não for o proprietário do carro. Cônjuge e parentes até 2º grau ficam dispensados, desde que comprovem o parentesco.

A Carta Verde é emitida pela seguradora do carro. No Sul, as seguradoras estão mais acostumadas: algumas incluem no seguro, outras cobram à parte. Peça com antecedência.

Certificado da Carta Verde, seguro obrigatório para dirigir no Mercosul
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leia tambémMendoza em 3 dias: vinícola sem pressa, a melhor olivícola do mundo e as 5 praças

Itens obrigatórios no carro (o que a lei exige de verdade)

Aqui o nosso ebook de 2023 exagerou, e corrigimos: pela lei nacional de trânsito (Ley 24.449), são obrigatórios só dois itens:

  • Extintor de 1 kg, tipo ABC, com carga e selo em dia, ao alcance do motorista.
  • Dois triângulos. O seu carro já tem um; compre o segundo, porque lá se sinaliza na frente e atrás do veículo.

Algumas províncias pedem mais. Mendoza exige também colete refletivo e kit de primeiros socorros, e quem sai do carro no acostamento sem colete pode ser multado em outros lugares. Como o roteiro passa por Mendoza, leve os quatro.

A cinta de reboque não é obrigatória em lugar nenhum (em Santa Fe e Entre Ríos só se reboca com barra rígida), mas viajamos com uma e com um galão de gasolina, porque há trechos longos sem posto. Também não circule com peças que saiam da estrutura do carro, como engate.

Abastecendo o carro com o galão reserva de 20 litros num trecho sem postos da Patagônia
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Regras de trânsito que pegam brasileiro

Farol baixo ligado, sempre

Não é só em Córdoba, como escrevemos em 2023: é regra nacional nas rodovias, de dia e de noite. Desde dezembro de 2025, a luz diurna de LED (DRL) também é aceita.

Pedágios automáticos em Buenos Aires (TelePASE)

Desde janeiro de 2026, as autopistas da AUSA em Buenos Aires (Lugones, Cantilo, Illia, 25 de Mayo, Perito Moreno, Paseo del Bajo, 9 de Julio Sur, Dellepiane e Cámpora) não têm mais cancela: só aceitam TelePASE. Existe o cadastro por placa, sem adesivo, no site do TelePASE ou no Mercado Pago, com cada passagem 50% mais cara. A multa por passar sem cadastro chegou a cerca de ARS 142 mil em 2026.

Não há regra oficial clara para carro de placa brasileira. O mais seguro é planejar a rota no Waze ou Google Maps evitando pedágios dentro da cidade, ou tentar o cadastro por placa antes de entrar nessas vias.

A fronteira em São Borja

Entramos e saímos pela ponte São Borja–Santo Tomé, que funciona 24 horas. Na entrada pediram o documento de todos, os documentos do carro e a Carta Verde, e conferiram o porta-malas e os itens de segurança. Na volta, só os documentos.

A boa notícia: o pedágio da ponte, que em 2023 custou R$ 85 na ida e na volta, caiu para cerca de ARS 1.600 (~R$ 4,90) por carro com a nova concessionária, desde dezembro de 2025. O valor é reajustado todo ano.

Saímos às 4h da manhã para fugir da fila, porque era feriado no Brasil. Em dia comum, o movimento é tranquilo.

Dicas práticas que ninguém conta

  • Tomada: 220V e plugue tipo I (três pinos chatos). Leve um adaptador e uma régua do Brasil para carregar tudo de uma vez.
  • Sacolas: os supermercados não dão sacola plástica (em Buenos Aires, Neuquén, Río Negro e Mendoza). Leve uma ecobag.
  • Água: nas grandes cidades, a água da torneira é tratada e boa para beber.
  • Sol e vento: óculos, boné e manga comprida até dentro do carro, porque são muitas horas de estrada. Na Patagônia, leve corta-vento mesmo no calor.
  • Clima: confira a previsão de cada cidade. Em novembro usamos roupa de verão em Buenos Aires e de frio em Bariloche.

Com os documentos prontos, o próximo passo é decidir como levar dinheiro, que mudou muito desde 2025: veja dinheiro na Argentina em 2026. E se o plano é ir a Foz e atravessar para Puerto Iguazú, leia também ir de carro para Foz do Iguaçu.

Perguntas frequentes

Quais documentos preciso para entrar na Argentina de carro?

Passaporte ou RG físico recente de cada passageiro, CNH física do motorista, CRLV impresso e Carta Verde impressa. Se o motorista não for o dono do carro, autorização com firma reconhecida (cônjuge e parentes até 2º grau ficam dispensados comprovando o parentesco).

Quais itens são obrigatórios no carro na Argentina?

Pela lei nacional, extintor de 1 kg tipo ABC e dois triângulos. Mendoza exige também colete refletivo e kit de primeiros socorros. A cinta de reboque não é obrigatória.

O CRLV digital vale na Argentina?

Na prática, não. Leve o CRLV impresso; o digital pode ser recusado na aduana ou numa blitz.

Quanto custa a ponte de São Borja para Santo Tomé?

Cerca de ARS 1.600 (perto de R$ 4,90) por carro de passeio em 2026, com reajuste anual. Em 2023 custava cerca de R$ 85.

Precisa de farol ligado de dia na Argentina?

Sim, nas rodovias o farol baixo é obrigatório 24 horas. Desde dezembro de 2025, a luz diurna de LED também vale.

a série completa

Patagônia Argentina de carro

Próximo capítulo · 3 de 9Quanto custa viajar de carro pela Patagônia Argentina: o que gastamos e quanto custaria hoje →
  1. 1Patagônia Argentina de carro: roteiro de 20 dias saindo do Brasil (com custos)
  2. 2Viagem de carro para a Argentina: documentos, Carta Verde e itens obrigatórios (2026)
  3. 3Quanto custa viajar de carro pela Patagônia Argentina: o que gastamos e quanto custaria hoje
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Ayrlonn Galvão

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