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O que fazer dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra

O que fazer dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra

Gabrielle Farias

Publicado em 14/10/2026

Depois de uma semana rodando a Serra da Canastra inteira, com queijarias, restaurantes e com muitos trechos de 4x4 fora do parque, resolvi separar um guia só com o que fica de fato dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra. Todos os atrativos aqui são gratuitos e acessados pelas portarias oficiais do parque, então é o guia pra quem quer aproveitar bem o parque em si, sem se perder no resto da região.

Antes de entrar

Assim que você chega numa das portarias, faz uma parada obrigatória no centro de visitantes. Lá você recebe informações sobre o funcionamento do parque, faz um cadastro do carro, e o veículo passa por uma revista rápida: não pode entrar com fogareiro, drone nem bebida alcoólica.

A estrutura do centro de visitantes é simples, mas resolve: tem banheiros, bebedouros e uma pequena exposição com fotos das espécies da região. O caminho até a Portaria 2 é de terra batida, bem aberto, e qualquer carro consegue chegar sem problema. Em junho de 2026, época em que estivemos na Canastra, a estrada até essa portaria estava em obras, com muito barro solto.

Todos os atrativos dentro do parque são demarcados e a sinalização é bem boa: a estrada é aberta e as trilhas têm placas de fácil compreensão. Fique atento: dentro do parque o limite de velocidade é de 40 km/h, mas em alguns trechos é até difícil chegar nessa velocidade, por causa da estrada de terra.

O parque fecha às 18h, e é obrigatório sair até esse horário. Os atrativos ficam divididos em duas áreas, a parte baixa e a parte alta da Casca D'Anta, e a distância entre elas já ocupa boa parte do seu dia, então programe o horário com folga.

Atrativos da parte baixa: Casca D’Anta

onde comer na serra da canastra

A queda principal da Casca D'Anta é gratuita e magnífica, vale cada segundo. A trilha tem cerca de 1,5 km, é bem demarcada e qualquer pessoa consegue fazer, só no final que fica um pouco mais estreita e cheia de pedras. Mesmo assim, recomendo pra qualquer grupo, até de idosos, vimos um grupo assim saindo de lá.

Normalmente essa parte é feita separada dos demais atrativos do parque, porque ela é acessada por outra estrada e antes de chegar nela existem alguns atrativos privados. Nós fomos para ela logo no primeiro dia na Canastra: afinal de contas, é a mais famosa da região, e aproveitamos para nos ambientar visitando também alguns desses outros atrativos.

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Atrativos da parte alta da Casca D’Anta

Começo logo com ela (minha favorita!) Cachoeira do Fundão: minha recomendação imperdível de todo o parque. Escrevi um guia completo só sobre ela, com a trilha detalhada pra quem tem 4x4 e pra quem está de carro baixo: Cachoeira do Fundão: guia completo.

vista cachoeira do fundao serra da canastra • Rota dos Viajantes

Poço e mirante da parte alta da Casca D'Anta: um poço bonito pra banho, com água extremamente gelada. Subindo um pouco tem um mirante de onde dá pra ver as quedas menores da Casca D'Anta antes da queda principal (que não dá pra ver de nenhum ângulo, só lá na parte baixa mesmo).

casca danta alta Serra da Canastra sem 4x4 1 • Rota dos Viajantes

Rasga Canga e Alto Rolim: na volta da Cachoeira do Fundão, a estrada passa por dois atrativos. O primeiro é a Rasga Canga: você deixa o carro no estacionamento e faz uma trilha curta, de uns 5 minutos. Se o dia estiver com sol, aproveite pra mergulhar em um dos poços, a água batendo nas pedras funciona quase como uma hidromassagem natural. O segundo é o Alto Rolim, a cerca de 1 km dali, com uma queda pequena e um lago cristalino, acessado por uma trilha tranquila de uns 100 metros pelas pedras. Recomendo fazer os dois logo cedo.

Garagem de Pedra: parada opcional de onde dá pra ver a região em 360°, e sim, é realmente uma garagem. Dizem que o pôr do sol ali é maravilhoso, e os meses de inverno são os melhores pra ver o sol se pôr, já que os dias são mais curtos.

Curral de Pedra: em menos de 10 minutos você visita, e como ele fica no caminho, vai passar por ele tanto na ida quanto na volta.

Nascente do Rio São Francisco: 50 metros de trilha, 5 minutos, e você chega na imagem de São Francisco que marca a nascente. Também fica no seu trajeto, então, mesmo sendo rapidinho, vale a parada.

Cada atrativo tem placas explicativas, seja sobre distâncias e o que é permitido ou não, e algumas trazem mais informações sobre o local e da sua importância, como as da Nascente, do Curral de Pedra e da Garagem de Pedra.

Quanto tempo reservar

Pra aproveitar o parque sem correria, eu reservaria 3 dias.

Dia 1: parte baixa da Casca D'Anta e, à tarde, outros atrativos próximos a ela.

A parte alta é melhor dividida em dois dias, um pra Cachoeira do Fundão e outro pros demais atrativos.

Dia 2: só a Cachoeira do Fundão, com bastante calma, aproveitando o visual e a água daquele lugar. Mesmo que você esteja de 4x4 ainda assim ela é bem distante e no final ainda há um pedaço de trilha. Ela é o tipo de atrativo que vale apena ficar e aproveitar bastante.

Dia 3: os outros atrativos da parte alta (poço e mirante da Casca D'Anta alta, Rasga Canga, Alto Rolim, Garagem de Pedra, Curral de Pedra e Nascente do Rio São Francisco), ficando o tempo que cada lugar merece.

rasga canga Serra da Canastra sem 4x4 1 • Rota dos Viajantes

E não dá pra ignorar as distâncias: apesar de todos os atrativos estarem dentro do parque, eles ficam longe uns dos outros e a estrada tem limite de velocidade. Tenho certeza que você não vai querer só ticar atrativos na lista, e sim aproveitar o máximo que puder.

Mas se você tiver só um dia, foque nos atrativos da parte alta, ali tem bastante coisa pra ver e fazer.

Esse guia cobre só o que fica dentro do parque. Se você quer um roteiro completo pela região, incluindo queijarias, restaurantes e cachoeiras fora do parque, tenho dois guias prontos dependendo do seu carro: Roteiro pela Serra da Canastra sem 4x4 e o roteiro com 4x4.

O que NÃO fica dentro do parque

Pra não gerar confusão, deixei separados alguns atrativos particulares que ficam próximos ao parque: Tio Zezico e Cachoeira Lavrinhas cobram entrada separada (R$ 20 cada). O mesmo vale pra Cachoeira da Chinela, Cachoeira Cristal, Cachoeira Maria Augusta, Cachoeira do Encanto e os trechos de Caminho do Céu e Serra Branca, todos fora do Parque Nacional. Dá pra ler mais sobre eles no Guia de todas as cachoeiras da Serra da Canastra.

Vale a pena visitar só o parque?

Vale muito a pena, e dá pra ter uma baita experiência sem sair dos limites do Parque Nacional. A Cachoeira do Fundão sozinha já justifica a viagem até lá. Mas se você tem mais tempo disponível, a região ao redor do parque tem cachoeiras igualmente incríveis, só que exigem mais planejamento e, em alguns casos, um carro 4x4.

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